"Vidas Duplas", de Olivier Assayas A componente mais interessante da filmografia de Olivier Assayas é a sua versatilidade. “As Nuvens de Sils Maria” era um melodrama de recorte antiquado, “Personal Shopper” anteviu o movimento do cinema de terror transcendental e o vindouro “Wasp Network” corresponde a uma história verídica sobre espionagem. Ou seja, com ele aos comandos, pudemos ter algumas certezas que receberemos narrativas fascinantes, mas nunca sabemos que forma vão adotar. O recentemente estreado “Vidas Duplas” constitui um outro pequeno-grande acontecimento na sua carreira. Nada mais, nada menos, que uma charmosa comédia de usos e costumes, a meio caminho entre Christophe Honoré, Jean Reno ir e Éric Rohmer, na qual acompanhamos um editor de livros (Guillaume Canet), casado com a protagonista de uma popularíssima série policial (Juliette Binoche), cuja existência se vai cruzar com um escritor caído em desgraça (Vincent Macaigne) e a líder de campanha de um polít...