Crítica: "Ammore e Malavita" Convenhamos, que ao contemplar as ruidosas e rotineiras campanhas publicitárias que os estúdios americanos montam para os seus blockbusters, se torna complicado não assumir uma possível de algum ceticismo. Como se sentíssemos que já vimos tudo antes e, que os próximos anos, apenas têm para nos oferecer repetições temáticas, narrativas ou estéticas. Ora, claro está, que grandes cineastas conseguem sempre surpreender-nos, no entanto, às vezes deparamos com acontecimentos inqualificáveis, daqueles que surgem do nada e nos seduzem por completo. “Ammore e Malavita”, dos irmãos Manetti, conta-se mesmo entre esses filmes. Uma homenagem apaixonada a uma improvável lista de estupendos autores mundiais (começamos com Johnnie To, acabamos com Demy e, ainda sentimos Martone, Tarantino ou Sorrentino), onde rumamos até ao coração do submundo do crime siciliano, onde se desenrola um comovente conto romântico, entre Ciro e Fatima, ele um assassino co...