Crítica: "Com Paixão" James Marsh encenou um assombroso conto moral sobre os fantasmas do IRA, chamava-se “Dança de Sombras” e, apresentava-nos ao singular microcosmos de um autor britânico interessado em revisitar momentos emblemáticos da história recente. No entanto, quando regressou, trouxe consigo um sentimento de desapontamento inevitável, com o antiguinho e esquecível “A Teoria de Tudo”, olhar desinspirado sobre as vivências do recém-falecido Stephen Hawking, que se resumia a um simpático “veículo” para o trabalho de uma dupla de talentosos protagonistas. Seja como for, andávamos aprisionados no universo insidioso das fórmulas. Do cinema reduzido um mero caderno de encargos… Em contrapartida, o novo “Com_Paixão” surge como um refrescante retorno aquelas fitas que o queremos ver fazer. Um belíssimo melodrama à moda antiga, centrado numa atípica e comovente odisseia. Nada mais, nada menos, que a do velejador Donald Crowhurst (um Colin Firth invulgar...