Crítica: "Baby Driver: A Alta Velocidade", de Edgar Wright No panteão dos maiores cineastas de culto contemporâneos, encontraremos certamente o britânico Edgar Wright. Ele, que na sua emblemática Cornetto Trilogy (à qual pertencem Shaun of the Dead , Hot Fuzz e The Worl d 's End ), combinava componentes contundentes de um realismo social, muito querido da cinematografia do seu país, com referências mais ou menos obscuras a um cinema norte-americano bem mais fantasioso e, isto sempre com um pano de fundo humaníssimo se provou possuidor de uma frescura, que poucos seriam capazes de replicar (não será à toa, que entre os seus maiores fãs, se contam nomes como Quentin Tarantino ou William Friedkin). No entanto, desde que chegou a Hollywood, que a sorte não tem estado do seu lado, desde um gigantesco fracasso comercial ( Scott Pilgrim VS The World , obra-prima pós-moderna, desmesuradamente amada pela crítica e, bizarra e incompreensivelmente ignorada pelas massas),...