Crítica: "Um Lugar Silencioso" Como encenar um contundente melodrama familiar no século XXI? Então e um conto de terror apocalíptico? Segundo Krasinski, fundindo-os. O resultado é uma das experiências cinematográficas mais entusiasmantes de 2018, cruzando dois dos géneros mais estafados e pejados de clichés do panorama contemporâneo, para originar uma empolgante odisseia de sustos e suspense, algures entre Hitchcock e Carpenter. Basicamente, o mundo tornou-se num local inóspito, quando monstros que comunicam entre si exclusivamente pelo som e possuem um requintado aparelho auditivo, que lhes permite detetar o paradeiro das suas presas ao menor ruído. Assim sendo, a única maneira de sobreviver, é construir uma vida no silêncio, constantemente evitando a reprodução dos mais discretos sons. Para famílias como os Abbott, que conseguiram escapar aos primeiros confrontos com os mutantes em questão, o quotidiano tornou-se num sem fim de preocupações e praticas, especific...