Crítica: "Kingsman: O Círculo Dourado" ("Kingsman: The Golden Circle"), de Matthew Vaughn Os donos da franchise 007 querem um Bond sério e torturado, mais próximo daquele tom soturno e melancólico, que atualmente pauta a maioria dos blockbusters. Porém, Matthew Vaughn claramente tem saudades dos tempos absurdos e ligeiros de Roger Moore. Nesses anos, nada fazia muito sentido, os diálogos eram foleiríssimos e, as narrativas partilhavam mais características com uma certa ficção-cientifica de terceira linha, que com os marcos do cinema (e literatura) de espionagem. Como tal, repescou às bandas-desenhadas do seu conterrâneo Mark Millar e, em seu torno, concebeu um espetáculo divertido como poucos, aliando elementos de humor grotesco com uma sofisticação estética e narrativa inatacável (afinal, Vaughn é mesmo um dos melhores cineastas mainstream contemporâneos). Dois anos depois, há sequela e, como costuma acontecer, o orçamento aumentou muito e, com ele o el...