Crítica: "A Agente Vermelha" Outrora um modelo mais ou menos recorrente no panorama do cinema de entretenimento, apontado a um público pensante, os filmes de espionagem ocuparam, durante vários anos, um papel de enorme relevo na indústria americana. No entanto, a entrada no século XXI, foi impiedosa e, por conseguinte, essas fitas necessitaram de seguir um de dois caminhos: permanecer fiéis aos seus valores narrativos e estéticos, no processo, aceitando estratégias de distribuição mais limitadas (vejamos, por exemplo, “A Toupeira”) ou aproximar-se do território da ação (a franchise “Missão Impossível” será a mais reconhecível representante disso mesmo). Nesse sentido, fará sentido aplaudir um acontecimento tão arriscado e, até antiquado (no melhor sentido possível do termo) como “A Agente Vermelha”, de Francis Lawrence. Um thriller adulto, reminiscente de algumas obras de Brian de Palma, que coloca Jennifer Lawrence como uma talentosa bailarina russa, q...