"Thor: Ragnarok", de Taika Waititi Nunca tivemos um filme minimamente interessante sobre o Deus do Trovão. Sim, os dois títulos anteriores possuíam uma competência notória e, Hemsworth compôs um super-herói carismático e cativante. No entanto, os cineastas (Kenneth Branagh e, o sempre horrendo Alan Taylor) falharam em ambos os casos. Como tal, aquilo que o neozelandês Taika Waititi conseguiu com este belíssimo terceiro capítulo, apresenta-se quase como uma “revelação”. E, escolhemos empregar este termo mais ou menos espampanante, porque ao desviar permanentemente os acontecimentos da seriedade do comum e, abraçar sem reservas algumas um tom descomplexado e despretensioso de comédia extravagante, Waititi compôs um imponente espetáculo pipoqueiro, que se devora sem sentimentos de culpa. Ora e, providenciando uma sempre útil dose de contexto, em “Thor: Ragnarok” encontramos o nosso herói, aprisionado num pouco ou nada acolhedor planeta, liderado por um ditador estrambó...