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"Ad Astra", de James Gray James Gray sempre procurou acompanhar as convulsões íntimas das comunidades imigrantes (sobretudo, de origem russa, como a família de Gray) em Nova Iorque e arredores, compondo retratos tocantes e contundentes que convocavam o espírito de um cinema americano que não volta nunca (pensamos em Martin Scorsese, Paul Schrader ou Francis Ford Coppola, mas também em Mervyn LeRoy, Josef von Sternberg e Fritz Lang). No entanto, “A Cidade Perdida de Z” (2017) já evidenciava uma vontade de abandonar paisagens contemporâneas para encenar contos que mimetizassem a existência de Gray, cineasta que trocava o seu “lar” pelo desconforto de um universo estranho, por puro voluntarismo, quando nada o obrigava a fazê-lo. O mesmo sucede novamente em “Ad Astra”. Conto hipnótico de um astronauta (Brad Pitt) aprisionado a uma solidão autoimposta, que necessita de embarcar numa expedição rumo ao desconhecido que é, afinal, uma viagem ao interior de si mesmo. Estamo...

Cinema

Crítica: "A Cidade Perdida de Z", de James Gray Título Original: "The Lost City of Z" Realização: James Gray Argumento: James Gray Elenco: Charlie Hunnam , Robert Pattinson , Sienna Miller , Tom Holland Género: Ação, Aventura, Biografia Duração: 141 minutos Distribuidor: NOS Audiovisuais Classificação Etária: M/12 Data de Estreia (Portugal): 04/05/2017 James Gray é um cineasta fora de tempo e, com A Cidade Perdida de Z (o mais ambicioso dos seus filmes até à data) parece ter encontrado uma alma gémea, no explorador britânico Percy Fawcett, que existiu realmente e desapareceu sem deixar rasto em 1925 nos confins da Amazónia (onde procurava uma mítica civilização pré-histórica, na qual só ele parecia acreditar). Alguém, que parece ter nascido tarde demais ou cedo demais e, no local errado para cumprir os seus sonhos. Ele, que sempre nos habituou a um cinema singular, sempre disposto a redescobrir uma certa tradição classicista, que...