"Roda Gigante" ("Wonder Wheel"), de Woody Allen Quem se lembra do cinema americano dos anos 50/60? De dramaturgos como Tennessee Williams, Eugene O'Neill ou Arthur Miller? Bom, nada mais, nada menos, que Woody Allen, cujo novo filme, poderá mesmo ser encarado como uma melancólica carta de amor à “idade de ouro” da escrita melodramática. Assim, viajamos precisamente até aos anos 50, em Coney Island, onde as imediações de um parque de diversões, se vão assumindo como palco para uma pequena tragédia familiar, entre os locais. Ginny é uma atriz frustradíssima, que trabalha numa marisqueira por um ordenado miserável, enquanto tenta educar o filho pirómano em construção e lida com o seu segundo marido, um operador de carrosséis e alcoólico em recuperação. A vida continua, sem nunca abandonar essa rotina boçal, até ao momento em que aparece em cena uma enteada, em fuga do mafioso com quem se casou… Assim, começa uma narrativa bem à moda antiga, onde Allen ence...