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"Silvio e os Outros, de Paolo Sorrentino Apenas os italianos conseguiram experienciar “Loro” como Paolo Sorrentino o idealizou. Isto é, dividido em dois volumes complementares, com uma duração conjunta de 204 minutos. Os restantes necessitarão de se a ver com este compacto de 145, pensado para facilitar a vida aos distribuidores internacionais, demasiado centrados em promover os blockbusters da consoada, para providenciar o acompanhamento necessário a tão fascinante empreendimento. No entanto, desenganem-se aqueles que pensam que as exigências do mercado arruinaram o trabalho do autor de “A Juventude” (2015), pelo contrário, “Silvio e os Outros” até acaba mesmo por se revelar como a derradeira confirmação do seu talento, proclamando-o definitivamente como um dos mais ilustres encenadores contemporâneos. Parece que mesmo quando são comprometidos, os seus filmes continuam a possuir um brilhantismo que nunca se dilui. Posto isto, importa enquadrar corretamente este seu r...
"A Ciambra", de Jonas Carpignano Jonas Carpignano nasceu em Nova Iorque, e a sua existência faz-se entre os EUA e Itália. Foi acolhido por Sundance, e reputados autores como Chris Columbus e Martin Scorsese, não ocultaram o tremendo fascínio que o seu trabalho desencadeou neles (o último assume mesmo funções de produtor executivo aqui). No entanto, o mesmo permanece interessado em negar ofertas de Hollywood, para continuar a fazer um cinema etnográfico, não alinhado nas atuais tendências supostamente "modernas", e mantendo-se antes apostado num realismo social, eminentemente humanista, que procura retratar o quotidiano de comunidades fechadas sobre si mesmas. De entrar em universos desconhecidos, sem preconceitos, nem julgamentos. Na primeira longa-metragem, “ Mediterrânea ” , encontrávamos Abas (Alassane Sy) e Ayia (Koudous Seihon), uma dupla de refugiados do Burkina Faso, que procuravam um a vida melhor em Itália. Em “A Ciambra” , retomamos ...