Crítica: "Como Cães Selvagens" ("Dog Eat Dog"), de Paul Schrader Argumentista de clássicos intemporais como Taxi Driver ou O Touro Enraivecido (ambos assinados por Martin Scorsese), Paul Schrader é também um realizador permanentemente apostado em criar objetos cinematográficos contundentes, que consigam fugir às fórmulas mais convencionais, que dominam uma certa fatia da produção americana atual. Às vezes, acerta em cheio e outras falha redondamente, mas nunca parou e quase anualmente vemos novas obras suas. E, nesse sentido, encontramos Como Cães Selvagens como uma espécie de OVNI no nosso circuito comercial. Simultaneamente, uma crítica descontrolada a uma indústria politicamente incorreta e cheia de moralismos (as experiências de Schrader com os estúdios americanos não são as melhores) e uma homenagem apaixonada aos clássicos, que outrora nasceram no seu interior (pensamos numa série B, feita com alguma elegância e requinte, que floresceram nos EUA...