Crítica: "Todo o Dinheiro do Mundo" “Todo o Dinheiro do Mundo”, independentemente, dos seus muitos méritos, permanecerá eternamente conectado a uma produção bem conturbada. De forma mais ou menos simplista, digamos que o filme começou por ter Kevin Spacey no papel do multimilionário John Paul Getty, no entanto, quando surgiram acusações de assédio sexual contra o ator, Ridley Scott resolveu refilmar todas as cenas que o envolviam com Christopher Plummer. Trata-se de uma decisão sem precedentes, que acabou por ofuscar os resultados e, é uma pena que assim seja. É que, esta tarefa hercúlea, não só evidencia Scott como um veterano, capaz das mais admiráveis proezas (e, não nos enganemos, refilmar cerca de metade de uma longa-metragem em menos de duas semanas, é um empreendimento hercúleo), como também reafirma a sua qualidade enquanto contador de histórias. Para tal, evocando o rapto de John Paul Getty III, por um grupo que exigiu ao seu avô um resgate de 17 mil...