Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta 3 Estrelas
“Child's Play" ("O Boneco Diabólico"), de Lars Klevberg Porquê refazer um filme? Para espremer mais uns trocos de uma marca ou para a reinventar? Convenhamos, que quem financia este estilo de produções tende a preocupar-se somente com a componente monetária, no entanto, porque não tentar cumprir ambas as premissas? Afinal, alguns dos maiores acontecimentos cinematográficos de todo o sempre, eram mesmo remakes. “Por um Punhado de Dólares” (Sergio Leone, 1964), “O Comboio do Medo” (William Friedkin, 1977), “Veio do Outro Mundo” (John Carpenter, 1982) e a lista continua… Ora, adotando esse raciocínio entendemos que o problema não é a ideia de reutilizar personagens e situações pré-existentes, mas sim a preguiça na hora de as reinventar. Nesta perspetiva, é preciso admitir que os ícones do cinema de terror dos anos 70/80 têm sofrido particularmente dessa maleita. Pensemos em “Pesadelo em Elm Street” (Samuel Bayer, 2010), que só ambicionava mesmo copiar as sequênci...
"Homem-Aranha: Longe de Casa", de Jon Watts Passados 11 anos, onde couberam 23 longas-metragens, o MCU (Marvel Cinematic Universe) é hoje um espelho de si mesmo. Uma crónica de eventos cataclísmicos e pequenas aventuras paralelas, que vão expandindo um universo que só tem ganho mais popularidade. Alguns desses títulos vão introduzindo modelos estéticos ou narrativos próprios (pensamos, por exemplo, em “Black Panther” ou “Thor: Ragnarok”), no entanto, torna-se impossível escapar à força gravitacional da continuidade em que se inserem. Isto é, enquanto os acontecimentos que unem os Vingadores gozam de uma escala que alguns apelidariam de “épica”, cabe aos restantes filmes arranjarem uma maneira de não parecerem entradas menores nos cânones da franquia. Nesse sentido, apetece dizer que “Homem-Aranha: Longe de Casa” é tão bem sucedido nessa missão, que quase pudemos encará-lo como uma metáfora para as dificuldades que se apresentam no processo de construção de uma película...
"Árctico", de Joe Penna O mínimo que se pode dizer acerca da primeira longa-metragem do brasileiro Joe Penna é que se trata de um notável exercício minimalista. Afinal, não é de todo comum encontramos títulos que se predisponham a correr riscos tão ousados. Como assim? Pois bem, em “Árctico” somos convidados a acompanhar o quotidiano rotineiro e desgastante de um homem (Mads Mikkelsen) cujo helicóptero se despenhou algures no Círculo Polar Árctico. Inicialmente, Penna encena o todo como um olhar quase documental em torno da condição deste ser aprisionado numa espécie de purgatório terreno. No entanto, a narrativa altera-se consideravelmente quando um segundo avião se despenha naquela zona, deixando uma única sobrevivente (Maria Thelma Smáradóttir) quase totalmente paralisada e incapaz de comunicar com o protagonista, que aí assume uma nova faceta: a de um protector. O argumento nunca nos providencia quaisquer informações adicionais acerca dos destinos individuais dos...
"Venom", de Ruben Fleischer Quando as espalhafatosas aventuras dos super-heróis caiem na entediante rotina dos clichés, como continuar a explorar o filão das adaptações de banda-desenhada? Convenhamos, trata-se de um problema complexo, no entanto, Hollywood encontrou uma maneira interessante de o solucionar. Qual? Pois bem, conceber narrativas em torno dos mais emblemáticos vilões desses universos fantasiosos. O mesmo sucede em “Venom”, de Ruben Fleischer. Um conto perturbante sobre o magnetismo do Mal, com pronunciados contornos satíricos, que consegue tornar a aberração mutante homónima, numa personagem de carne e osso, cujas atitudes e pensamentos serão genuinamente humanas. Em causa, está a odisseia de Eddie Brock, um repórter arrogante, que vê o seu corpo e mente serem consumidos por um parasita esfomeado, com inclinações anárquicas. Acerca dos acontecimentos que se seguem, não avançaremos nenhum tipo de detalhes (no The Corner nem encorajamos, nem pra...