“Child's Play" ("O Boneco Diabólico"), de Lars Klevberg Porquê refazer um filme? Para espremer mais uns trocos de uma marca ou para a reinventar? Convenhamos, que quem financia este estilo de produções tende a preocupar-se somente com a componente monetária, no entanto, porque não tentar cumprir ambas as premissas? Afinal, alguns dos maiores acontecimentos cinematográficos de todo o sempre, eram mesmo remakes. “Por um Punhado de Dólares” (Sergio Leone, 1964), “O Comboio do Medo” (William Friedkin, 1977), “Veio do Outro Mundo” (John Carpenter, 1982) e a lista continua… Ora, adotando esse raciocínio entendemos que o problema não é a ideia de reutilizar personagens e situações pré-existentes, mas sim a preguiça na hora de as reinventar. Nesta perspetiva, é preciso admitir que os ícones do cinema de terror dos anos 70/80 têm sofrido particularmente dessa maleita. Pensemos em “Pesadelo em Elm Street” (Samuel Bayer, 2010), que só ambicionava mesmo copiar as sequênci...