"A Ciambra", de Jonas Carpignano Jonas Carpignano nasceu em Nova Iorque, e a sua existência faz-se entre os EUA e Itália. Foi acolhido por Sundance, e reputados autores como Chris Columbus e Martin Scorsese, não ocultaram o tremendo fascínio que o seu trabalho desencadeou neles (o último assume mesmo funções de produtor executivo aqui). No entanto, o mesmo permanece interessado em negar ofertas de Hollywood, para continuar a fazer um cinema etnográfico, não alinhado nas atuais tendências supostamente "modernas", e mantendo-se antes apostado num realismo social, eminentemente humanista, que procura retratar o quotidiano de comunidades fechadas sobre si mesmas. De entrar em universos desconhecidos, sem preconceitos, nem julgamentos. Na primeira longa-metragem, “ Mediterrânea ” , encontrávamos Abas (Alassane Sy) e Ayia (Koudous Seihon), uma dupla de refugiados do Burkina Faso, que procuravam um a vida melhor em Itália. Em “A Ciambra” , retomamos ...