Crítica: "Columbus" No cinema, o cenário é fundamental. Aliás, uma boa forma de separar os estudantes dos mestres, digamos assim, é olhar para a maneira como os corpos e os espaços se entrelaçam. Se alguma vez isso se verifica, ou os locais são tratados como meras paisagens, para fotografar como se de postais se tratassem. Felizmente, ainda existem cineastas emergentes que sabem disso, e Kogonada (pseudónimo inspirado por um dos mais recorrentes argumentistas de Ozu, Kogo Nada) é mesmo um deles. Um ensaísta sul-coreano, habituado a conceber meticulosas analises em video ao trabalho de autores tão dispares como Jean-Luc Godard ou David Fincher, que se estreia na realização com um dos filmes mais belos e gentis da temporada: Columbus . A Columbus em causa, é uma cidade do Indiana, conhecida como uma pequena “meca” da arquitetura modernista, onde se encontram duas almas à deriva no tempo e espaço. Um interprete coreano (John Cho), que retorna aquele loca...