Crítica: "Una: Negra Sedução", de Benedict Andrews Aos 28 anos, Una reencontra Ray, o homem com quem manteve uma relação muito íntima quando era uma adolescente de apenas 13 anos. Encontro esse, que além de o surpreender, o deixa profundamente abalado, porque passados 15 anos desde o sucedido (os primeiros quatro a cumprir pena por abuso de menores), Ray esforçou-se ao máximo para construir uma nova vida, deixando para trás os pecados desse malogrado passado. Por sua vez, Una nunca conseguiu recuperar e, do confronto entre os dois, emergem desejos inconfessáveis e arrependimentos indizíveis. Assim, começa a primeira longa-metragem deste encenador teatral tornado cineasta, que lentamente nos vai conduzindo até um complexo labirinto de emoções e perturbações, onde emergem dois excelentíssimos atores, Rooney Mara e Ben Mendelsohn, em performances de uma delicadeza estonteante (num mundo justo, seriam encarados como sérios candidatos aos principais galardões, na tempo...