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"Juliet, Nua", de Jesse Peretz Quando uma comédia romântica funciona mesmo muito bem, dão-se dois acontecimentos intrinsecamente interligados. Primeiro, começamos a acreditar nas personagens em causa, e a reconhecermo-nos nelas. Segundo, os apontamentos humorísticos convencem-nos tão bem do ambiente de aparente ligeireza, que somos completamente surpreendidos, quando a narrativa nos confronta com temáticas sérias. Felizmente, “Juliet, Nua” constitui mesmo um desses pequenos milagres. Um olhar, simultaneamente, melancólico e hilariante sobre um trio de indivíduos, que tentam encontrar o melhor caminho possível para a felicidade, dentro das situações francamente complexas, que os “assombram”. Resumindo de maneira necessariamente esquemática, esta é a história de Annie (a sempre confiável Rose Byrne), uma mulher de meia-idade, oriunda de uma pequena vila britânica, daquelas onde nunca nada parece acontecer, que namora com o intelectual Duncan (Chris O’Dowd)...
Crítica: "Pequena Grande Vida" Alexander Payne permanece como um dos mais confiáveis cineastas americanos, possuindo uma pequena, mas, impressionante carreira, quase unicamente dedicada à construção de simples e comoventes narrativas, sobre o quotidiano de gente comum, na América interior. No entanto, em “Pequena Grande Vida” somos introduzidos a uma ambição que não lhe conhecíamos. Como assim? Pois bem, tudo acontece num futuro próximo, onde um rocambolesco processo de miniaturização de células parece surgir como uma solução ecológica para a sobrepopulação e as mudanças climáticas. Um sugestivo princípio para um conto de ficção-cientifica, portanto. Só que, Payne e Jim Taylor (antiquíssimo colaborador seu) quiseram ir mais longe e pensaram uma odisseia, algures entre a comédia gentil e o drama melancólico, que coloca o seu protagonista (um excelente Matt Damon), numa rota de colisão com alguns dos mais gritantes problemas da sociedade contemporânea. O resultad...