"Segredos Oficiais", de Gavin Hood Antes do boom dos filmes de super-heróis, Gavin Hood assinou um dos piores exemplares do género: “X-Men Origens: Wolverine” (2009). Uma tentativa atabalhoada de encetar uma franquia centrada no passado conturbado de uma das personagens mais populares das bandas-desenhadas da Marvel. Aquando do seu lançamento, não faltaram membros da imprensa internacional, que proclamavam o fim da carreira de Hood. Não era caso para menos. Afinal, o filme era confuso e disperso, tornando-se mesmo risível, num terceiro ato que tornava todas as decisões erradas possíveis e imaginárias. No entanto, esse julgamento foi demasiado precoce, como comprovam as suas duas últimas longas-metragens do cineasta sul-africano. Nomeadamente, o intrigante e controverso “Operação Eye in the Sky” (2016), que confrontava o público com uma perversa dúvida moral e, agora, “Segredos Oficiais”, um thriller antiquado e refinado, que recupera um caso verídico para discutir o ...