"The Equalizer 2: A Vingança", de Antoine Fuqua É sempre francamente positivo encontrar um blockbuster contemporâneo, que sabiamente não confunda a mera acumulação de efeitos visuais, com peripécias narrativas fascinantes e personagens genuinamente cativantes. Nesse sentido, apetece mesmo dizer que este “The Equalizer 2: A Vingança”, deixa um sabor eloquentemente classicista na boca do espetador, não por estarmos perante uma obra-prima moderna (longe disso), mas sim porque Antoine Fuqua é um cineasta de outros tempos, capaz de se apoiar em duas valências que estes filmes têm esquecido: os atores e o argumento. Reencontramos Denzel Washington como Robert McCall, o justiceiro que continua a dedicar o seu quotidiano a proteger os oprimidos, numa continuação que o coloca numa situação dúplice. Por um lado, tenta abandonar a solidão permanente em que vive desde a morte da mulher, ao criar ligações genuínas com duas almas perdidas (um adolescente que tanto pod...