"Agradar, Amar e Correr Depressa", de Christophe Honoré Habituámo-nos a encarar Christophe Honoré como alguém ligado a uma certa tradição musical, porventura, enraizada do trabalho do seu compatriota Jacques Demy (1931-1990). No entanto, esse hábito também exclui um importante aspeto acerca do cinema de Honoré. Nomeadamente, o seu gosto pelo melodrama como um modelo de prospeção afetiva e exposição da dimensão mais íntima das relações humanas. A certo ponto, houve mesmo quem começasse a reconhecer nele um descendente de alguns de ícones como François Truffaut (1932-1984) ou Jean Renoir (1894-1979). Contudo, o autor que tanto parecia prometer com títulos como “Les Chansons d'Amour” (“As Canções de Amor”, 2007) ou “La Belle Personne” (“A Bela Junie”, 2008), não demorou a entrar numa triste rotina criativa que fez dos seus filmes subsequentes constantemente desapontantes. Do ainda inédito no mercado português “Homme au Bain” (2010) à verdadeiramente pavoroso “Les Ma...