"BlacKkKlansman: O Infiltrado", de Spike Lee Autor de títulos intemporais como “Não Dês Bronca” , “Passadores” ou “Malcolm X” , Spike Lee permanece interessado num cinema de imediatas ressonâncias sociais e políticas, quase sempre centrado nas convulsões da história dos afro-americanos, no interior dos Estados Unidos. Por vezes, através de contos delicadamente realistas sobre o quotidiano muito específico de personagens fictícias (exemplifiquemos com “Os Bons Amantes” ou "A Febre da Selva” ), outras, com extraordinárias histórias verídicas, que confrontam o público com memórias essenciais dos conflitos raciais na América, como volta a acontecer no admirável “BlacKkKlansman: O Infiltrado” . Tudo começa no domínio do burlesco, com uma abertura que revela de imediato um dos maiores prazeres do filme: reavaliar a representação das muitas reivindicações sociais, e até conflitos bélicos, associados à luta da comunidade negra por igualdade, na cinematogra...