"Uma Vida Escondida", de Terrence Malick Durante os primeiros 40 anos da sua carreira, Terrence Malick assinou apenas quatro longas-metragens, o que lhe providenciou uma certa reputação que cedo o aproximou do estatuto de lenda. Afinal, para muitos espetadores e críticos o autor de obras-primas como “Os Noivos Sangrentos” ou “Dias de Paraíso” era claramente um dos mais fascinantes cineastas em atividade, o que apenas tornava a escassez da sua produção ainda mais frustrante. Contudo, isso veio a mudar quando em 2011, estreou em Cannes (e conquistou a Palma de Ouro) com “A Árvore da Vida”, uma épica tapeçaria de acontecimentos que acompanhava o nascimento do universo, tendo como centro o crescimento de um jovem texano, modelado a partir do próprio Malick. À altura não sabíamos, mas esse seria o princípio de uma nova fase para Malick, que viria a ser composto por filmes que abraçavam como nunca antes o seu amor pelo cinema como uma experiência oniricamente elíptica, que n...