Avançar para o conteúdo principal
Crítica: "Creed - O Legado de Rocky", de Ryan Coogler



Título Original: "Creed"
Realização: Ryan Coogler
Argumento: Ryan CooglerAaron Covington
Elenco: Michael B. JordanSylvester StalloneTessa Thompson
Género: Drama
Duração: 133 minutos
País: EUA
Ano: 2015
Data De Estreia (Portugal): 31/12/2015
Classificação Etária: M/12
Facebook Oficial | Site Oficial | IMDB

É Natal, a magia está no ar e o cinema acompanha todas estas emoções ao recuperar algumas das suas mais icónicas personagens, depois de "Star Wars" e "Peanuts", "Creed - O Legado de Rocky" revisita, agora, o universo do pugilista de Filadélfia. Adonis (Michael B. Jordan, numa interpretação arrebatadora), filho de Apollo Creed (o mesmo que combate Rocky nos dois primeiros títulos e que é depois morto por Ivan Drago em "Rocky IV"), convence a reformada lenda dos ringues a treiná-lo. Entretanto, conhece uma rapariga (Tessa Thompson) e acaba por se apaixonar. "Creed" é um daqueles filmes que, sem inventar muito a nível narrativo, faz tudo bem: Stallone tem um dos melhores desempenhos da sua carreira, revelando uma fragilidade que lhe é invulgar (não admira, portanto, que haja já quem o veja como o grande frontrunner na corrida ao Óscar de Melhor Ator Secundário), enquanto que Jordan e Coogler (que, para além de realizar também assina o argumento, em conjunto com Aaron Covingtonse provam imensas mais valias para a saga, trazendo inteligência, atualidade e diversidade a este velho mundo. Assim sendo, encontramos um drama visceral, tocante e nostálgico, que para além de recuperar as componentes mitológicas da saga de Balboa (a começar pelo desejo de vencer, como forma de superação pessoal), consegue, em simultâneo, trazê-las para os nossos dias de forma brilhante. Belo filme para terminar o ano.


Classificação: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
Texto de Miguel Anjos

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Flow - À Deriva" ("Straume"), de Gints Zilbalodis

Não devemos ter medo de exaltar aquilo que nos parece "personificar", por assim dizer, um ideal de perfeição. Consequentemente, proclamo-o, sem medos, sem pudores, "Flow - À Deriva", do letão Gints Zilbalodis é um dos melhores filmes do século XXI. Um acontecimento estarrecedor, daqueles que além de anunciar um novo autor, nos providencia a oportunidade rara, raríssima de experienciar "cinema puro". O conceito é simultaneamente simples e complexo. Essencialmente, entramos num mundo que pode ou não ser o nosso, onde encontramos apenas natureza, há resquícios do que pode, eventualmente, ter sido intervenção humana, mas, permanecem esquecidos, abandonados, nalguns casos, até consumidos pela vegetação. Um dia, um gato, solitário por natureza, é confrontado com um horripilante dilúvio e, para sobreviver, necessita de se unir a uma capivara, um lémure-de-cauda-anelada e um cão. Segue-se uma odisseia épica, sem diálogos, onde somos convidados (os dissidentes, cas...

CRÍTICA - "MEU FILHO"

Depois de interpretar treze personagens distintas em  "Fragmentado" , de M. Night Shyamalan, James McAvoy continua a procurar desafios atípicos. Em  "Meu Filho" , o francês Christian Carion, que reconheceremos de  "Feliz Natal"  e  "O Caso Farewell" , propôs-lhe uma experiência curiosa. Trata-se de um thriller policial, antiquado nos seus moldes narrativos e estéticos, mas ousado na sua execução, uma vez que, McAvoy, o protagonista da trama, nunca leu o argumento, tendo passado todo o processo de rodagem a improvar as suas cenas, de acordo com as indicações gerais que lhe iam sendo providenciadas. Ou seja, e aqui parafraseamos o trailer do filme, em  "Meu Filho" , McAvoy "descobre cada  twist , ao mesmo tempo que o espetador". Edmond (McAvoy) e Joan (Claire Foy) separaram-se há muitos anos. Ele encontra-se constantemente em viagens de trabalho e, por conseguinte, mantém uma relação relativamente distante de Ethan (Max Wilson),...