Apadrinhado por Chris Columbus e Martin Scorsese, Jonas Carpignano é um dos poucos realizadores contemporâneos que podemos associar à herança do neorrealismo italiano, popularizado (ou imortalizado) por autores como Vittorio De Sica ( "Ladrões de Bicicletas" , "Umberto D." ) ou Roberto Rossellini ( "Roma, Cidade Aberta" , "Alemanha, Ano Zero" ). Filho de mãe caribenha e pai italiano, Carpignano cresceu e estudou em Nova Iorque, no entanto, o seu trabalho dedica-se a acompanhar o quotidiano dos habitantes de Gioia Tauro, uma região particularmente pobre da Calábria. Primeiro em "Mediterrânea" , sobre os refugiados vindos do Norte de África, depois em "A Ciambra" , acerca da extensa comunidade cigana que ali assentou. Em "A Chiara" , Carpignano termina a chamada "Trilogia da Calábria" , providenciando foco às muitas famílias envolvidas na economia clandestina criada pela Ndrangheta. Claudio (Claudio Rotolo) e...