Emparelhar adultos musculados com crianças precoces sempre foi uma das jogadas prediletas de Hollywood. De Um Polícia no Jardim-Escola até O Chupeta. Há qualquer motivo que continue a convencer centenas de pessoas a assistir a estas inocentes aventuras familiares. Em O Meu Espião, o realizador Peter Segal alista Dave Bautista para desempenhar o papel de JJ, um experiente agente da CIA que, depois de ser despromovido, se encontra à mercê dos caprichos de uma menina de nove anos, chamada Sophie (Chloe Coleman). O resultado é uma charmosa comédia de ação, com ligeiros contornos românticos, que é bem mais recomendável do que o expectável dada a sua premissa relativamente banal. Acima de tudo, o que alimenta o coração de O Meu Espião é a amizade adorável entre JJ e Sophie e a química sincera partilhada pelos protagonistas, que conseguem providenciar uma componente humana até aos momentos mais burlescos. Obviamente, que quem procura reflexões eloquentes sobre a condição humana não as encontrará aqui, contudo, os que se contentarem com um divertimento adequadamente ligeiro podem querer considerar esta opção.
Não devemos ter medo de exaltar aquilo que nos parece "personificar", por assim dizer, um ideal de perfeição. Consequentemente, proclamo-o, sem medos, sem pudores, "Flow - À Deriva", do letão Gints Zilbalodis é um dos melhores filmes do século XXI. Um acontecimento estarrecedor, daqueles que além de anunciar um novo autor, nos providencia a oportunidade rara, raríssima de experienciar "cinema puro". O conceito é simultaneamente simples e complexo. Essencialmente, entramos num mundo que pode ou não ser o nosso, onde encontramos apenas natureza, há resquícios do que pode, eventualmente, ter sido intervenção humana, mas, permanecem esquecidos, abandonados, nalguns casos, até consumidos pela vegetação. Um dia, um gato, solitário por natureza, é confrontado com um horripilante dilúvio e, para sobreviver, necessita de se unir a uma capivara, um lémure-de-cauda-anelada e um cão. Segue-se uma odisseia épica, sem diálogos, onde somos convidados (os dissidentes, cas...
Depois de interpretar treze personagens distintas em "Fragmentado" , de M. Night Shyamalan, James McAvoy continua a procurar desafios atípicos. Em "Meu Filho" , o francês Christian Carion, que reconheceremos de "Feliz Natal" e "O Caso Farewell" , propôs-lhe uma experiência curiosa. Trata-se de um thriller policial, antiquado nos seus moldes narrativos e estéticos, mas ousado na sua execução, uma vez que, McAvoy, o protagonista da trama, nunca leu o argumento, tendo passado todo o processo de rodagem a improvar as suas cenas, de acordo com as indicações gerais que lhe iam sendo providenciadas. Ou seja, e aqui parafraseamos o trailer do filme, em "Meu Filho" , McAvoy "descobre cada twist , ao mesmo tempo que o espetador". Edmond (McAvoy) e Joan (Claire Foy) separaram-se há muitos anos. Ele encontra-se constantemente em viagens de trabalho e, por conseguinte, mantém uma relação relativamente distante de Ethan (Max Wilson),...
Comentários
Enviar um comentário