Avançar para o conteúdo principal
Crítica: "The Avengers: Age Of Ultron" ("Os Vingadores: A Era De Ultron"), de Joss Whedon


"I've got no strings
To old me down
To make me fret
Or make me frown
I had strings
But now I'm free"

Três anos depois de "Os Vingadores" (2012) se ter tornado no terceiro filme mais visto de sempre (atrás de "Avatar" e "Titanic", ambos de James Cameron), o realizador e argumentista de culto Joss Whedon (responsável por séries como "Firefly" ou "Buffy, A Caçadora De Vampiros") regressa aos comandos para a inevitável sequela: "Os Vingadores: A Era De Ultron" (título original: "The Avengers: Age Of Ultron") uma ótima fita de super-heróis, que consegue encontrar um equílibrio perfeito entre humor (Whedon é hilariante e ninguém escreve diálogos como ele), drama e ação. Assim, Whedon desenvolve uma narrativa eloquente e sofisticada assente em personagens interessantes (interpretadas por atores carismáticos), e sequências de ação arrebatadoras.
No final, não deixa portanto de ser mais uma amostra sólida da fórmula que a Marvel tem vindo a desenvolver com os seus filmes e com as ligações entre as suas personagens.


9/10
Miguel Anjos

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Flow - À Deriva" ("Straume"), de Gints Zilbalodis

Não devemos ter medo de exaltar aquilo que nos parece "personificar", por assim dizer, um ideal de perfeição. Consequentemente, proclamo-o, sem medos, sem pudores, "Flow - À Deriva", do letão Gints Zilbalodis é um dos melhores filmes do século XXI. Um acontecimento estarrecedor, daqueles que além de anunciar um novo autor, nos providencia a oportunidade rara, raríssima de experienciar "cinema puro". O conceito é simultaneamente simples e complexo. Essencialmente, entramos num mundo que pode ou não ser o nosso, onde encontramos apenas natureza, há resquícios do que pode, eventualmente, ter sido intervenção humana, mas, permanecem esquecidos, abandonados, nalguns casos, até consumidos pela vegetação. Um dia, um gato, solitário por natureza, é confrontado com um horripilante dilúvio e, para sobreviver, necessita de se unir a uma capivara, um lémure-de-cauda-anelada e um cão. Segue-se uma odisseia épica, sem diálogos, onde somos convidados (os dissidentes, cas...

CRÍTICA - "MEU FILHO"

Depois de interpretar treze personagens distintas em  "Fragmentado" , de M. Night Shyamalan, James McAvoy continua a procurar desafios atípicos. Em  "Meu Filho" , o francês Christian Carion, que reconheceremos de  "Feliz Natal"  e  "O Caso Farewell" , propôs-lhe uma experiência curiosa. Trata-se de um thriller policial, antiquado nos seus moldes narrativos e estéticos, mas ousado na sua execução, uma vez que, McAvoy, o protagonista da trama, nunca leu o argumento, tendo passado todo o processo de rodagem a improvar as suas cenas, de acordo com as indicações gerais que lhe iam sendo providenciadas. Ou seja, e aqui parafraseamos o trailer do filme, em  "Meu Filho" , McAvoy "descobre cada  twist , ao mesmo tempo que o espetador". Edmond (McAvoy) e Joan (Claire Foy) separaram-se há muitos anos. Ele encontra-se constantemente em viagens de trabalho e, por conseguinte, mantém uma relação relativamente distante de Ethan (Max Wilson),...