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Cinema

Crítica: "Capitão Cuecas: O Filme", de David Soren


Realização: David Soren
Argumento: Nicholas Stoller
Género: Animação, Comédia
Duração: 89 minutos
Classificação Etária: M/6
Data de Estreia (Portugal): 01/06/2017


George Beard e Harold Hutchins são dois melhores amigos de uma pequena cidade norte-americana, que passam os dias juntos, a escrever histórias aos quadradinhos e a, imaginar as partidas, que ambicionam pregar. Um dia, acidentalmente, hipnotizam o austero diretor da escola, levando-o a acreditar que é o Capitão Cuecas, um herói pouco inteligente, cujo traje consiste num par de cuecas imaculadamente brancas e, numa capa. Ora, isto na época das grandes produções de super-heróis, onde mensalmente surge uma nova aventura nesse género, assume-se como um ponto de partida, inevitavelmente, sugestivo. E, também, por isso, importará reconhecer, que Nicholas Stoller (argumentista) e David Soren (cineasta) utilizam elementos profundamente satíricos com mestria, reconhecendo as mais ridículas componentes destas narrativas (onde adultos revestidos com collants coloridos, enfrentam psicopatas, com perigosas ilusões de grandeza) e, no processo, construindo uma comédia invulgar, que tanto homenageia, como parodia, aquele que é, inquestionavelmente (de um ponto de vista, puramente financeiro), o subgénero do momento no que a Hollywood diga respeito. O resultado é uma aventura juvenil delirante e hilariante, com memoráveis cenas de ação, a subverter com inteligência e humor, os blockbusters modernos, que reúne todos os condimentos necessários, para impressionar crianças e, até ganhar um certo espaço de culto entre os jovens, que cresceram com a recente invasão dos chamados comic book movies.

8/10
Texto de Miguel Anjos

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